Como proteger sua vida pessoal nas redes sociais

Dizem por aí que o jornalismo é sobre publicar aquilo que alguém, em algum lugar, não quer que seja publicado. Não que o bom jornalismo se trate apenas disso, mas é comum que o ofício traga reações indesejadas como ataques pessoais para os jornalistas  —  especialmente quando ele(a) cobre pautas políticas ou trabalha com jornalismo investigativo ou de denúncia.  Por isso é importante que todo profissional proteja sua vida pessoal, para que haters não se apropriem de quem você é e usem isso contra você.

No curso The Independent, Breno Costa fala sobre a importância de cuidar das redes sociais na aula “como desenvolver a sua marca e sempre ser requisitado”. Independente se você é freelancer ou representa um veículo, enquanto jornalista, você acaba sendo uma pessoa publicamente exposta. Não tem problema dividir com a internet acontecimentos da sua vida offline, mas é importante proteger a sua privacidade.

Aqui o Brio já deu três dicas valiosas de segurança digital para jornalistas, desde a criação de senhas seguras até a impotância de backups. Em 2018, a Abraji lançou a cartilha como lidar com assédio contra jornalistas nas redes, produzido em parceria com o Farol Jornalismo. O documento reforça a importância do uso consciente das redes sociais, dá dicas de como prevenir ataque de haters e como lidar com o assédio.

O Brio selecionou 10 itens no documento que vão te ajudar a proteger sua vida pessoal:

1 – Separe sua vida pessoal da sua vida pública. Sua opinião pessoal pode ser usada para descreditar seu trabalho profissional.

2 – Preserve a sua privacidade nas redes e a dos seus familiares  — principalmente a das crianças. Haters podem atacar não apenas o seu trabalho, mas as pessoas próximas a você.

3 – Para contas de uso pessoal, use um nome diferente daquele que você usa para assinar suas reportagens.

4 – Você pode manter seu perfil pessoal no Instagram e no Twitter protegidos e autorizar, individualmente, quem pede para seguir você.

5 – É possível controlar os posts no perfil do Facebook para “amigos” ou “público”, isso inclui posts de fotografias.

6 – Monitore seu nome no buscador. Você pode criar um alerta no Google e ser notificado toda vez que o seu nome é publicado na web.

7 – Proteja dados como e-mail e telefone particular. Não é incomum jornalistas precisarem trocar contatos por conta de perseguição.

8 – Desative a função geolocalização de seus posts. Expor onde você está, de onde você tweeta, pode fazer a agressão virtual tornar-se física.

9 – Publicar fotos com muitos detalhes podem identificar seu endereço ou os locais que frequenta. Sabendo disso, haters podem ir atrás de você ou da sua família.

10 – Confirmar presença em eventos públicos no Facebook está visível para todos na rede. Isso pode ser perigoso, especialmente se o evento é político.

Estar presente nas redes sociais é fundamental para jornalistas que querem desenvolver a própria marca. Por isso é importante pensar se você quer se tornar uma pessoa pública ou não. Caso aconteça com você algum episódio de assédio, acesse a cartilha completa da Abraji e saiba como lidar com isso. No documento, também há depoimentos de jornalistas que já passaram por isso.

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Saiba mais sobre o curso The Independent e seja você uma máquina de pautas.

Bruna Teixeira
Apaixonada por jornalismo, acredita na profissão como uma ferramenta de transformação social e pessoal. Entusiasta do jornalismo digital e com vivência em marketing digital, Bruna já passou pela redação da BandNews FM, Rede Massa, e também pela Gazeta do Povo – onde contribuiu para a apuração da série “Crime Sem Castigo”, vencedora do Esso em 2013. Fale com ela pelo [email protected]