#014 Eduardo Acquarone, inovação, ousadia e um pouco de sorte

O entrevistado desse nosso episódio 14 tem uma carreira marcada pela inovação, imprevistos e um pouco de sorte e ousadia.

Eduardo Acquarone é editor executivo de projetos digitais na TV Globo e fundador da start up Flying Content. Antes, trabalhou no SBT, ajudou a criar dois canais de notícias, o CNA, da editora Abril, e o CBS Telenotícias, nos Estados Unidos. Neste último, estava no lugar certo, na hora certa, mas também precisou de um pouco de coragem e ousadia.

“Eu ouvi que tinha um grupo de brasileiros indo montar um canal de TV em Miami. Um deles tinha sido o meu primeiro chefe no SBT. Liguei para ele para me oferecer para trabalhar, ele respondeu “passa aqui”. Só que era um passa aqui em Miami. Pedi demissão e comprei uma passagem. Cheguei lá no dia em que os quatro estavam assinando o contrato, e também assinaram o meu. Parece piada, mas três horas depois de descer no aeroporto de Miami eu tinha um contrato de três anos com a CBS americana”.

Eduardo ainda bolsista do Tow-Knight Center for Entrepreneurial Journalism em Nova York e finalista do Emmy com o projeto colaborativo Globo Amazônia, lançado em 2008, que já há dez anos misturava dados, visualização e interatividade com o público.

“Passamos a usar dados do Inpe de queimadas na Amazônia em tempo real, usamos um robozinho para pegar esses dados e plotar num mapa muito mais amigável no site da Globo e dentro de uma plataforma no Orkut. E as pessoas conseguiam enxergar os pontos de queimada da Amazônia em tempo real. Foi lançado no Fantástico, mostrando como acessar e enviar as suas denúncias. Isso muito antes de se falar em jornalismo de dados, visualização, algoritmo, de interação”.

A partir daí, ele tem trabalhado basicamente com inovação, com esforço concentrado não apenas no produto, mas também em como financiá-lo.

“É impossível a gente falar de inovação sem falar de modelo de negócio, sem falar sobre como as empresas ganham dinheiro. E isso é muito difícil para quem é jornalista. A gente de conseguir fazer núcleos de inovação sem disputar o mesmo dinheiro da redação. Num ano eleitoral como esse, você vai contratar um repórter para a cobertura ou investir em alguém para trabalhar com inovação, que pode dar resultado daqui a um ano, dois ou nunca”?

Eduardo é também mentor do BRIO, especialista em realidade virtual e aumentada; projetos transmídia; televisão; novos modelos de negócios; e projetos com gamificação.

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É movido pela curiosidade e virou jornalista só para saber das coisas antes dos outros. Adora contar e ouvir histórias e é um entusiasta de podcasts. Trabalhou 12 anos na CBN, onde fez de tudo (mesmo) e foi de estagiário a gerente de jornalismo. É mentor do BRIO, dá aula na PUC e está estudando chinês: já sabe falar 我不会说中文. Mora no Rio e não vê alternativa fora do jornalismo. Fale com ele.