O BRIO já está em mais de 100 cidades. O que isso significa?

Recentemente, eu estava numa reunião em que apresentava o BRIO e a pessoa com quem eu conversava quis ir direto ao ponto: “Vocês são um veículo de comunicação?”.

Eu vou responder a essa pergunta no final deste texto. Não por suspense bobo, mas porque eu quero que você mesmo tente visualizar a resposta enquanto lê.

Para facilitar (ou complicar) a sua vida, faço um anúncio que nos enche de orgulho. Em pouco mais de um ano de existência, o BRIO já tem jornalistas de 106 cidades de todo o Brasil em sua base de profissionais e estudantes (veja a lista completa de cidades abaixo deste texto; a sua está lá?).

O que significa isso? Depende.

Se nós, do BRIO, lermos o fato de que temos jornalistas em mais de 100 municípios espalhados por 24 estados pela lógica de que são meros clientes, para os quais prestamos um serviço, é um número ok, mas que ainda precisará crescer bastante para ser impressionante.

Mas nós temos um jeito diferente de olhar para aqueles que nos procuram, seja para fazer um curso, seja para entrar num programa de mentoria personalizado, seja para se entender como profissional a partir das nossas análises de perfil, seja para estar em contato com essas centenas de profissionais espalhados pelo Brasil através de nosso grupo exclusivo (e vibrante) de WhatsApp.

Nós olhamos para esses clientes como parceiros.

Nossa missão como empresa – e isso está bem claro nos nossos documentos internos – é “permitir que jornalistas produzam conteúdos originais, e com retorno financeiro, de forma autônoma, criativa, crítica e planejada”.

Conhecer para ajudar

Para ajudá-los, entendemos que quanto mais os conhecermos – não importa se estão no nosso pacote básico ou em uma mentoria que exija um investimento maior – melhor para eles e para a gente. Sabemos quais são suas referências profissionais, culturais, seus objetivos de carreira, sua visão de jornalismo, seus métodos de produção, seus hábitos de leitura e muitas outras informações que faculdades e empresas jornalísticas não possuem.

E queremos também que eles nos conheçam. Para isso, buscamos ser o mais transparente possível. Honestos quando estamos com dificuldades, participando das conversas reais, estimulando os integrantes da base a se unirem para desenvolverem projetos onde há interesse comum…

Nossa parceria se dá quando os ajudamos a se desenvolver profissionalmente, para que façam escolhas de carreira e de pauta baseados em parâmetros que nunca tinham experimentado antes. Quando definimos estratégias de desenvolvimento para cada um de nossos clientes. Quando apresentamos novas referências. Queremos que essa evolução se dê com criatividade, com espírito crítico, com planejamento e com autonomia.

Nossa parceria também se manifesta quando pegamos uma pauta sugerida pela nossa base – o que começamos nas últimas semanas a fazer de modo realmente sistemático, com um formulário específico para a apresentação de ideias iniciais – e a oferecemos, sem nenhum custo adicional envolvido, para editores de grandes publicações, tanto da mídia tradicional quanto da cena independente.

Mas seria um desperdício enorme da nossa parte, diante da nossa missão de ajudá-los a publicar conteúdo original, se não aproveitássemos toda essa capilaridade geográfica, de interesses e de habilidades, para a produção de… conteúdo original.

O formulário que os inscritos no BRIO usam para apresentar ideias iniciais de pauta.

 

Talento a gente cria em casa

Há pouco menos de um ano nós criamos, em caráter de teste, o BRIO Lab. Na época, nossa base era muito menor. A empresa tinha menos de seis meses de existência. A equipe do BRIO era basicamente eu. Ainda assim, conseguimos movimentar essa base e produzir (e publicar) reportagens de alta qualidade e relevância. A própria equipe atual do BRIO foi integralmente recrutada a partir da nossa base de clientes (ou melhor, parceiros).

Bom, temos um ativo incrivelmente poderoso nas mãos: 106 cidades com jornalistas inscritos no BRIO, sobre os quais conhecemos suas áreas de interesse, seus pontos fortes, seus pontos fracos. E é poderoso não apenas para o BRIO, que pode pensar em projetos ousados (a eleição está logo aí, né?), mas também para cada um dos jornalistas que faz parte dessas comunidade em constante e empolgante expansão. Uma rede desse tamanho tem muito mais peso que um grupo isolado de 5 ou 10 jornalistas.

Não podemos entrar publicamente em detalhes sobre nossos planos futuros em relação a essa base, por razões estratégicas, mas esses planos existem. Algumas coisas estão bem certas na nossa cabeça, sobre outras ainda estamos refletindo. Mas o fato é que o BRIO está apenas começando.

Vamos crescer cada vez mais e queremos que você venha com a gente. Possivelmente, alguém do seu município já está inscrito no BRIO. Imagine um grupo de cinco repórteres numa mesma cidade como São Luís, no Maranhão, onde há tanta história a ser contada, mas onde também há pouco lugar para se contar.

Você, repórter iniciante ou experiente, estudante ou mesmo profissional de outra área que quer fazer jornalismo, pode começar a fazer parte disso tudo hoje mesmo se inscrevendo no nosso plano básico, por simbólicos R$ 29. Você recebe acesso total a um curso online com mais de 16 horas de videoaulas sobre como produzir pautas e reportagens em quantidade e qualidade, e tem acesso a essa base de talentos que estou relatando, além de contato com repórteres de todo o Brasil no grupo fechado do BRIO no Facebook.

Você, editor, diretor de um site independente, de um jornal local, chefe de uma assessoria, vai eventualmente precisar de bons produtores de conteúdo. Pode também contar com o BRIO, de graça. Quer demandar um profissional? Basta preencher este formulário. Você recebe a indicação e define se vai contar ou não com o(a) profissional.

Você que lê este texto e tem dinheiro e interesse em fazer algo do gênero decolar, estamos totalmente abertos para conversar. Hoje o BRIO se mantém a partir das próprias receitas que gera. É um modelo de negócios 100% independente, mas queremos crescer, temos um plano traçado nesse sentido e isso vai envolver uma associação com uma marca que comungue dos nossos valores de criatividade, espírito crítico, planejamento e autonomia. Vamos conversar.

Você, cidadão comum que está lendo este texto, conhece alguém com o perfil descrito no parágrafo anterior? Encaminhe este texto para ele. Já estará ajudando bastante.

 

No fim das contas, somos um veículo de comunicação?

Ainda não.

 


Onde estão os jornalistas que fazem parte do BRIO

ALAGOAS
Maceió

AMAZONAS
Manaus

BAHIA
Cachoeira
Feira de Santana
Salvador
Vitória da Conquista

CEARÁ
Crato
Fortaleza

DISTRITO FEDERAL
Brasília
Taguatinga

ESPÍRITO SANTO
Vila Velha
Vitória

GOIÁS
Goiânia
Lagoa Santa

MARANHÃO
Caxias
São Luís

MINAS GERAIS
Betim
Belo Horizonte
Congonhas
Conselheiro Lafaiete
Contagem
Divinópolis
Frutal
Itabira
Iturama
Juiz de Fora
Ribeirão das Neves
Ubá
Uberaba
Uberlândia

MATO GROSSO DO SUL
Campo Grande

MATO GROSSO
Barra do Garças
Cuiabá
Rondonópolis
Vargem Grande

PARÁ
Ananindeua
Santarém

PARAÍBA
João Pessoa

PERNAMBUCO
Recife

PIAUÍ
Teresina

PARANÁ
Boa Vista da Aparecida
Campo Largo
Cascavel
Curitiba
Foz do Iguaçu
Londrina
Maringá
Paranavaí
Ponta Grossa
São José dos Pinhais

RIO DE JANEIRO
Angra dos Reis
Niterói
Nova Friburgo
Rio de Janeiro
São João de Meriti
Paracambi
Volta Redonda

RIO GRANDE DO NORTE
Natal
Macaíba
São Miguel do Gostoso

RORAIMA
Boa Vista

RIO GRANDE DO SUL
Bagé
Campo Bom
Canoas
Caxias do Sul
Farroupilha
Gramado
Gravataí
Novo Hamburgo
Pelotas
Porto Alegre
Santa Maria
São Vendelino
Viamão

SANTA CATARINA
Balneário Camboriú
Campo Alegre
Florianópolis
Garopaba
Jaraguá do Sul
Joinville
São José

SERGIPE
Aracaju

SÃO PAULO
Americana
Bauru
Bragança Paulista
Campinas
Carapicuíba
Cotia
Fernandópolis
Guarulhos
Itaquaquecetuba
Jundiaí
Osasco
Poá
Santana de Parnaíba
Santo André
Santos
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
São Carlos
São José do Rio Preto
São Paulo
Sorocaba
Suzano
Taubaté

TOCANTINS
Gurupi

Breno é o cofundador do BRIO e criador do programa de desenvolvimento jornalístico. É apaixonado por inovação, planejamento, design thinking e suas aplicações no jornalismo. Trabalhou por seis anos na Folha de S.Paulo, cobrindo política, administração pública e fazendo investigação. Vive em Florianópolis e quer que o jornalismo seja percebido como arte. Fale com ele no [email protected]