Para Mario Rezende, a mentoria BRIO serve para aprofundar os conhecimentos

Mario Rezende já ocupou quase todos os cargos na Globo, SBT, Band e Record. Além disso, o mentor do BRIO é ex-professor de telejornalismo e já dirigiu documentários. Atualmente, ele produz conteúdo para diversas plataformas de comunicação empresarial. Ou seja, Mario está cheio ensinamentos para passar sobre diferentes campos do jornalismo.

Nesta entrevista, ele já adianta algumas dicas. Confira!

Por que você escolheu o jornalismo?

Foi uma escolha sem muita convicção. Meu pai trabalhava num jornal de uma pequena cidade do interior paulista e me influenciou um pouco. Eu gostava da área de comunicações, mas não sabia qual caminho seguir. Entrei no curso de Comunicações da ECA-USP em 1980, quando era permitido escolher entre Jornalismo, Publicidade e Editoração após o primeiro semestre. Quase optei por Publicidade.

O que você mais ama no jornalismo?

Em primeiro lugar, a capacidade coletiva de influir e provocar mudanças na sociedade. Individualmente, como atividade profissional, gosto da rotina intensa da produção de notícias, do aprendizado constante, do contato com pessoas e diferentes áreas do conhecimento humano. Além das oportunidades de viagens, claro. Ufa!

Que conselho daria para alguém que está começando na profissão?

Conhecer o mercado que passa por grandes transformações e gera novas oportunidades de trabalho. Desenvolver o domínio das técnicas jornalísticas e das novas ferramentas do universo digital.

E para quem já é experiente?

Além de investir em plano de previdência privada (rs), reciclar conhecimentos e continuar se capacitando para não se tornar obsoleto.

Para você, o/a jornalista dos novos tempos precisa do “essencial: curiosidade; domínio da língua e das técnicas jornalísticas; saber contar uma boa história. O diferencial: ter faro jornalístico e domínio de inglês e mídias digitais””. Você poderia falar mais sobre isso?

Sobre o essencial, são atributos obrigatórios para uma carreira bem sucedida. A falta de qualquer um deles obviamente torna o profissional menos qualificado. Já os diferenciais devem ser somados ao longo da carreira desde o início. Quantos mais diferenciais, melhor. Se o inglês é primordial, outras línguas só têm a acrescentar. Já o conhecimento das ferramentas e mídias digitais é pré-requisito cada vez mais importante para a profissão. Quem não tem domínio dessa área fica para trás na corrida por postos de trabalho.

Você acha que a mentoria é importante para profissionais do jornalismo? Se sim, por quê?

Dificilmente as faculdades de jornalismo ensinam a parte prática da profissão. Para quem ainda não ingressou no mercado de trabalho, a mentoria serve para aprofundar os conhecimentos, desenhar caminhos e traçar objetivos. Para quem já trabalha, além de tudo isso, vale também para correção de rotas, reciclagem e novos desafios.

Qual é a sua expectativa com a mentoria do BRIO?

Como uma nova experiência, minha expectativa é bastante positiva. Com base no que já desenvolvi em conjunto com meus mentorados, a interação tem sido bastante proveitosa.

Como você pretende ajudar os/as jornalistas?

Minha longa vivência profissional pode contribuir para orientar as pessoas em suas trajetórias. Tendo exercido vários cargos em diversos veículos de comunicação eletrônica e impressa, acredito que posso compartilhar muitos dos meus aprendizados. O fato de eu ter ensinado Telejornalismo por sete anos em faculdade torna mais fácil meu contato com profissionais menos experientes e minha percepção sobre suas expectativas.

 

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Entre as especialidades de Mario Rezende estão texto, edição e reportagem para televisão e impresso, além de pesquisa, produção e direção de documentários. Ele também é expert em comunicação empresarial. As vagas para a mentoria com Mario Rezende estão esgotadas. Mas você pode entrar na lista de espera aqui. Se você quer conhecer outros Mentores do BRIO, passa aqui.

Lara Mizoguchi
Ama conhecer novas histórias e poder contá-las. É gaúcha e morou cinco anos no Rio de Janeiro, onde trabalhou no jornal Extra e com marketing digital. Atualmente, cursa um mestrado em Estudos Culturais, em Bordeaux, na França. Sua utopia é que o jornalismo seja capaz de transformar – para o bem – o mundo. Fale com ela no [email protected]