5 leituras sobre história do Brasil para jornalistas

Jornalista bom, é jornalista bem informado! Para compreender o país, é preciso dar uma espiada na história do Brasil — e não se limitar apenas ao histórico político. É fundamental compreender questões sociais e econômicas. Uma maneira de fazer isso é mergulhar nos livros de história e se ater a estes detalhes e fatos importantes.

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Para isso, pedimos ao professor Emerson Castro, mestre em História e jornalista — que já nos indicou 5 livros sobre poder e política,  para selecionar mais leituras para jornalistas entenderem sobre história do Brasil.

1. De Getúlio a Castelo, de Thomas Skidmore

Com precisão, Thomas Skidmore escreve sobre acontecimentos que marcaram o Brasil no século passado. O livro é uma leitura básica para quem quer entender sobre o país desde o fim da República Velha, passando pelo Estado Novo, Revolução Constitucionalista até Castello Branco assumir o poder. Essa obra mergulha também em aspectos sociais e econômicos que marcaram época, e Skidmore traz diversas fontes para sua ampla pesquisa, tanto pela visão política de esquerda quanto de direita. Da Editora Paz e Terra.

Octavio Dias Carneiro afirma que é uma vergonha a obra não ter sido escrita por um brasileiro. Na época, brasileiros não tinham incentivo a pesquisa e pouco marcavam presença nas bibliotecas do país, e isso ajudou Skidmore a se tornar referência no assunto. O The Economist afirma ser “A mais importante contribuição de autor estrangeiro para o conhecimento da problemática brasileira”.

2. De Castelo a Tancredo, de Thomas Skidmore

Do mesmo autor da indicação anterior, aqui a obra ganha fôlego na narração do regime autoritário, o papel das Forças Armadas e antecipa cenários futuros. Do autoritarismo a transição democrática, o livro traz a mais completa documentação sobre o país após a Revolução de 1930 até o golpe militar de 1964.

Sendo assim, de Getulio a Castelo e de Castelo a Tancredo, tornam-se leituras obrigatórias e indispensáveis para quem quer estudar História do Brasil. Da Editora Paz e Terra.

3. A formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Junior

Publicado no início da década de 1940, o livro é um clássico da História do Brasil e do pensamento social. A obra dá uma boa visão sobre a origem colonial e o legado deixado por ela em terras tupiniquins, como a importância da agricultura e dos minerais, fazendo o leitor refletir sobre a relação do processo histórico entre nação e colônia. Da Brasiliense.

4. A integração do negro na sociedade de classes, de Florestan Fernandes

Uma das teses mais famosas apresentadas na USP, na década de 1960, foi apresentada por Floresan Fernandes — considerado o pai da sociologia crítica e histórica brasileira. A obra representa uma virada crítica na imagem do país e discute com precisão “o mito da democracia racial”. Com base marxista, o texto também reflete sobre a questão do negro no Brasil e suas ramificações. Uma leitura elucidante e serve de embasamento para a discussão das cotas raciais. Da Editora Globo.

5. A América Latina – Males de Origem, de Manuel Bonfim  

Dizem que por muito tempo a obra foi esquecida por incomodar conservadores. Escrito em 1905, Manoel Bomfim escreve sobre o conservadorismo das elites e o racismo. Para os leitores atuais, é possível fazer uma grande reflexão sobre o quão o país mudou desde então. Da SciELO.

 

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Bruna Teixeira
Apaixonada por jornalismo, acredita na profissão como uma ferramenta de transformação social e pessoal. Entusiasta do jornalismo digital e com vivência em marketing digital, Bruna já passou pela redação da BandNews FM, Rede Massa, e também pela Gazeta do Povo – onde contribuiu para a apuração da série “Crime Sem Castigo”, vencedora do Esso em 2013. Fale com ela pelo [email protected]